Considerações sobre um afloramento fossilífero do Grupo Itararé: Fazenda Goulart, Francisquinho, município de São Jerônimo, RS

Renato Rodolfo Andreis, Miriam Cazzulo-Klepzig, Margot Guerra-Sommer, Leo Zimermann

Resumo


É estudada, em detalhe, uma seqüência de 28 m do Grupo Itararé, na localidade de Fazenda Goulart, município de São Jerônimo, RS, constituída por dois ciclos grano-decrescentes. Um ambiente lacustre, modificado periodicamente por ingressões fluviais ou fluvio-deltaicas é sugerido para explicar esses ciclos. Em direção ao topo da seqüência, na fácies castanha, as condições lacustres diminuem, permitindo a presença de vegetação, preservada sob a forma de impressões. A análise da tafoflora revelou a presença de Botrychiopsis (Kurtz) Archangelsky e Arrondo, Chiropteris Kurr, Koretrophyllites Radczenco, Cordaites Unger e Cordaicarpus Geinitz, gêneros muito importantes para delimitação do Permiano Inferior no Rio Grande do Sul. A suposta ancestralidade da Tafoflora, sugerida pela ausência de Gangamopteris e Glossopteris, não coincide com a localização estratigráfica da fácies castanha no topo da seqüência sedimentar.

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