Problemas relativos às extinções de organismos

S Petri

Resumo


Extinções de categorias taxonômicas são tão importantes no registro geológico que elas devem ser consideradas como constituintes intrínsecos da vida. As extinções terminais, isto é, as que não deixam descendentes, podem ocorrer em ritmo lento ou rápido, sob o ponto de vista geológico; neste caso são impropriamente chamadas de extinções em massa. As extinções terminais, do limite Cretáceo/Terciário são as mais estudadas desde a publicação de ALVAREZ et al. (1980), revelando a existência de alta concentração de irídio em argilas depositadas durante a transição do Cretáceo para Terciário, em muitos lugares da Terra. A ampla distribuição geográfica da anomalia de irídio indica que severas condições ambientais ocorreram na transição K/T, que poderiam ter causado forte impacto sobre a vida. O estudo pormenorizado da distribuição bioestratigráfica de algumas categorias taxonômicas ao longo das camadas depositadas antes, durante e depois da anomalia de irídio, demonstra que os processos de desaparecimento desses taxa se iniciaram antes da anomalia de irídio e que o fenômeno responsável por esta anomalia ocorreu quando muitas taxa já tinham sido reduzidos em número e diversificação. O estudo das extinções ocorridas durante o Quaternário é de grande valor para se entender a natureza das extinções mais antigas. As extinções durante o Pleistoceno foram, provavelmente, motivadas pelas variações climáticas, acrescidas da ação predatória de animais, principalmente do homem. O avanço da civilização provocou novas extinções de espécies durante o Holoceno, além de outras em vias de extinção a despeito dos esforços dos conservacionistas. Se essas duas épocas fossem mais antigas, suas extinções seriam comprimidas no tempo e os geólogos as agrupariam em uma extinção em massa e uma catástrofe seria invocada.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-8986.v21i0p13-19

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