O Cambro-Ordoviciano da Provincia Borborema

Benjamim Bley de Brito Neves

Resumo


Este trabalho descreve coberturas vulcano-sedimentares que caracterizam o intervalo de tempo entre o Neoproterozóico DI e o início do Ordoviciano, relativamente bem representados na Província Borborema, Nordeste do Brasil, e que são geralmente chamados de depósitos molássicos. Tratam-se de rochas elásticas imaturas, grosseiras com passagens laterais para termos pelíticos, de natureza continental, e o vulcanismo é variável, a maioria das vezes de caráter ácido a intermediário. Dois tipos de depósitos/bacias são identificados: O primeiro ligado a evolução de depressões extensionais ao longo de zonas de cisalhamento, da fase de tectónica extrusional da província proterozóica da Borborema. (tipo LL). O segundo tipo constitui bacias de antepaís (antefossas) e riftes distais ligados aos processos de evolução tardi a pós-tectônicos do orógeno Sergipano, da borda nordeste (e natureza "miogeclinal") do Craton do São Francisco. Em ambos os casos a preservação destes depósitos - hoje muito escassos e rarefeitos se deveu à proteção imediata de coberturas paleozóicas (silurianas e mais jovens) das sinéclises e de riftes mesozóicos (gerados à partir das sinéclises). As ocorrências mais expressivas, em espessura e extensão destes depósitos estão no substrato das bacias paleozóicas, conforme ciados de geofísica e outros de subsuperfíàe. Alguns destes riftes eo-paleozóicos atuaram inclusive como riftes precursores da Sinéclise do Parnaiba.

Palavras-chave


Transition stage;Eo-Paleozoic;molasse;pull-apart basin;foredeep;intradeep;foreland;shear zone;basin-formation tectonics

Texto completo:

PDF (English)


DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-8986.v29i0p175-193

Apontamentos

  • Não há apontamentos.