Geoquímica e Petrologia das rochas máficas e ultramáficas do complexo estratiforme de Cana Brava-GO, e das suas encaixantes

C. T Correia, V. A. V Girardi

Resumo


O complexo de Cana Brava cristalizou-se a cerca de 2,0 Ga . É de natureza estratiforme e anorogênica e suas camadas mergulham de 30º à 50º para NW. Estudos petrográficos, geoquímicos e petrológicos indicam que as unidades do complexo máfico-ultramáfico de Cana Brava correspondem a um magmatismo basáltico diferente em vários aspectos do magmatismo que gerou as rochas máficas existentes nas unidades que lhes são encaixantes. O Complexo contém 5 unidades, compostas por diferentes associações de fases cumulus com quantidades variáveis de minerais intercumulus. Transições entre essas unidades são marcadas por modificações na composição e/ou na abundância relativa entre essas fases. Estratigraficamente, da base para o topo, e de leste para oeste, ocorrem anfibolitos, sobrepostos por serpentinitos, metawebsteritos, e rochas metagabróides. Essa seqüência originalmente correspondia a microgabros, peridotitos, websteritos e gabros. Não existem evidências de múltiplas injeções de magma e modelagens petrogenéticas permitem explicar o fracionamento das diferentes unidades a partir de um único pulso magmático de composição olivina-toleítica em condições de pressão inferiores a 6-7 Kbar. Esse provável magma progenitor que teria se formado a partir de fusões mantélicas entre 25-35% em volume, apresenta varias similaridades com os possíveis líquidos equivalentes propostos para os complexos de Barro Alto, Niquelândia, Muskox e Skaergaard. São também feitas comparações com os possíveis magmas progenitores das rochas básicas da seqüência metavulcano-sedimentar de Palmeirópolis e do corpo satélite da Serra da Bota, de natureza respectivamente álcali-olivina basáltica e olivina toleítica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-8986.v29i0p1-37

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