Fragmentos estélicos de palmae, procedentes da formação AÇU(?), Bacia Potiguar, Brasil

Diana Mussa, León Diniz Dantas de Oliveira, Amaro Barcia-Andrade

Resumo


Pequenos fragmentos silicificados de lenho (diâmetro = 2,0 - 2,5 cm) representando frações de esteios, mal preservados, de monocotiledôneas (tipo atactostélico) foram coletados por um dos autores (L.D.D.O.) em arenito atípico da Formação Açu, Cretáceo da Bacia Potiguar, no extremo nordeste do Brasil. O afloramento situa-se nos arredores de João Câmara, Estado do Rio Grande do Norte. Os espécimens reconstituem o plano anatômico dos caules de Palmae ou (?) de algum tipo consistente de eixo foliar (pecíblos, raque) ou pedúnculos frutíferos de plantas da família. De preferência, a caracterização anatômica permite compará-los com alguns dentre os gêneros arbustivos ou herbáceos de Palmae, como os do grupo informal Lepidocarióide; não se descarta de todo a possibilidade de serem comparados a fragmentos de eixos foliares desse mesmo grupo ou do grupo informal Arecóide. Os mencionados grupos têm hoje representantes nativos na região. Algumas questões ligadas à problemática taxonômica das Palmae fósseis (caules, pecíolos, pedúnculos frutíferos, etc.) são discutidos nesse artigo. Igualmente, chama-se a atenção para o significado paleoecológico e paleofitogeográfico desse achado em favor da interpretação paleoambiental

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-8986.v15i0p129-141

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