IMPACTO DA VARIABILIDADE INTERANUAL DA PRECIPITAÇÃO NOS RESERVATÓRIOS DO SEMIÁRIDO DO NORDESTE DO BRASIL

FELIPE JEFERSON DE MEDEIROS, KELLEN CARLA LIMA, DARLLIN DE ARAÚJO CAETANO, FRANCISCO JÂNIO DE OLIVEIRA SILVA

Resumo


Os principais reservatórios dos Estados que compõem o Nordeste do Brasil podem apresentar problemas técnicos e econômicos de acordo com as condições meteorológicas. Desta forma, esta pesquisa descreve como os volumes armazenados do maior reservatório dos Estados do Ceará (CE), Rio Grande do Norte (RN) e Paraíba (PB) foram afetados em dois anos extremos de precipitação. Para tanto, utilizam-se análise subjetiva e a técnica estatística da correlação cruzada para inferir como as variações interanuais dos reservatórios ocorreram em virtude da distribuição espaço-temporal da precipitação. Os resultados mostraram que os impactos hidrometeorológicos apresentaram relação direta com os anos extremos, com o volume anual armazenado variando +61,37 (-18,01), +37,30 (-33,11) e +35,09 (-29,59) % no ano 2004/chuvoso (2012/seco) nos reservatórios Castanhão (CE), Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves (RN) e Coremas (PB), respectivamente. Por intermédio do método da correlação cruzada, defasagem entre a precipitação dos anos extremos e o nível dos reservatórios, foi possível inferir para o ano chuvoso de 2004, que os aumentos no volume armazenado dos três reservatórios ocorreram na lag 0, indicando que os excessos de precipitação no semiárido norte influenciaram no nível dos reservatórios Castanhão (CE), Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves (RN) e Coremas (PB) no mesmo mês de ocorrência. No entanto, no ano seco de 2012, a defasagem nos três reservatórios foi registrada no lag -2, indicando que as chuvas influenciam no nível do reservatório somente após dois meses. Portanto, esta pesquisa apresenta aos gestores como os maiores reservatórios dos seus estados podem se comportar em anos extremos de precipitação, servindo como uma ferramenta para o planejamento de controle do uso da água.


Palavras-chave


Recursos hídricos; Nordeste do Brasil; Seca; Precipitação; Correlação cruzada.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2018_3_731_741

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