A importância da estratigrafia mecânica no desenvolvimento de falhas e juntas em contexto de bacias sedimentares: contribuição de modelos experimentais

Magda Estrela Oliveira, Fernando César Alves da Silva

Resumo


A modelagem física analógica é atualmente uma ferramenta cada vez mais utilizada para melhorar o entendimento da formação e desenvolvimento das estruturas geológicas. O impulso dado na utilização dessa ferramenta deve-se, principalmente (mas não exclusivamente), à indústria do petróleo, onde a análise estrutural é importante para a definição da geometria das estruturas que possam constituir armadilhas para o hidrocarboneto. O presente trabalho analisa a nucleação de falhas e juntas, em função do contraste reológico de materiais analógicos, durante um evento distensional em bacias sedimentares. Influência de outros fatores, como espessura das camadas e seu posicionamento na estratigrafia, também foram analisados. Os materiais utilizados para simular uma estratigrafia mecânica foram pó de gesso (sulfato de cálcio semi-hidratado), microesferas de vidro e areia quartzosa. O monitoramento dos experimentos foi feito utilizando-se o PIV (Particle Image Velocimetry), instrumento que mostra a movimentação das partículas a cada instante deformacional. Como resultados, observaram-se diferenças na nucleação e desenvolvimento das falhas nas camadas de diferente comportamento reológico. As camadas de pó de gesso comportam-se de modo mais competente, permitindo a geração de um número maior de juntas, e as falhas apresentam mergulho mais elevado do que quando atravessam as camadas menos competentes de areia quartzosa. De forma geral, os experimentos podem ser interpretados como análogos da deformação frágil em rochas carbonáticas intercaladas em sequências siliciclásticas ou ricas em argilominerais, gerando armadilhas estruturais capazes de influenciar na migração e/ou armazenamento de fluidos, tais como hidrocarbonetos ou mesmo água subterrânea.


Palavras-chave


Modelagem física; Estratigrafia mecânica; Falhas normais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v16i3p39-55

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