A sequência orosiriana-estateriana e geometria transpressiva na região de Santa Maria de Itabira, Minas Gerais

Ricardo Pagung de Carvalho, Carlos Alberto Rosière, Vassily Khoury Rolim, Cristiano de Carvalho Lana, João Orestes Schneider Santos

Resumo


As rochas metassedimentares, aflorantes no entorno da cidade de Santa Maria de Itabira (MG), compreendem quartzitos orosirianos, informalmente denominados de Unidade Quartzítica Serra da Pedra Branca, além da sequência estateriana portadora de formação ferrífera bandada típica da Borda Leste da Serra do Espinhaço Meridional. Esse conjunto constitui um bloco alóctone delimitado por zonas de cisalhamento, entre fatias de rochas granito-gnáissicas arqueanas do Complexo Dona Rita e do Granito da Suíte Borrachudos, com idade de 1729 ± 12 Ma. Rochas intrusivas da Suíte neoproterozoica Pedro Lessa e diques de diabásio mesozoicos cortam todo o conjunto. Em todas as unidades foram reconhecidas três famílias de dobras geradas durante a edificação do Orógeno Aracuaí: D1, D2 e D3, que, em conjunto com as zonas de cisalhamento observadas na área, permitiram um esboço de um modelo da evolução tectônica da região, compreendendo três fases, F1, F2 e F2'. A sequência evolutiva aliada ao arcabouço cinemático e geométrico da região leva à interpretação de que a região está inserida num sistema regional transpressivo. O esforço tectônico principal do cinturão de dobramento é transferido na forma de falhas transcorrentes de direção oblíqua à tensão principal.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X201400020006

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