Tratos deposicionais e arquitetura estratigráfica de sucessões sedimentares da Bacia do Itajaí (Neoproterozoico), nordeste de Santa Catarina, Brasil

Michel Silva Costa, Marivaldo dos Santos Nascimento

Resumo


Sucessões sedimentares neoproterozoicas da Bacia do Itajaí exibem tendências deposicionais e arcabouço estratigráfico característicos de um sistema de bacia antepaís. Os ambientes de sedimentação se desenvolveram em condições bacinais que vão de contexto marinho profundo, transicional-marinho raso, a continental. A arquitetura estratigráfica compreende três tratos deposicionais (TD): TDI – sistema de leques submarinos que registra a sedimentação inicial da bacia e envolve depósitos turbidíticos frontais e distais, TDII – sistema deposicional transicional-marinho raso que representa a fase de preenchimento efetivo da bacia e inclui sucessão deltaica com planície dominada por canais entrelaçados (braided plain), e TDIII – sistemas deposicionais continentais fluvial entrelaçado e de leques aluviais que compreendem a fase de final de sedimentação na bacia. Arcóseos e grauvacas do TDI apresentam padrões de paleocorrentes unimodais e rumo geral para sul-sudeste, sugerindo áreas-fonte do Complexo Granulítico de Santa Catarina. Os arenitos e conglomerados dos TDII e TDIII apresentam padrão paleocorrente oposto que indica fonte do Complexo Metamórfico Brusque e do Batólito de Florianópolis. Os dados paleoambientais e estratigráficos em conjunto com informações prévias (U-Pb em zircão detríticos) permitiram uma interpretação da evolução sedimentar coerente com as fontes detríticas e representam avanços nas discussões sobre o conhecimento da Bacia do Itajaí e de seu significado no contexto evolutivo do Cinturão Dom Feliciano.

Palavras-chave


Tratos deposicionais; Estratigrafia; Neoproterozoico; Bacia do Itajaí.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v15i2p111-134

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