Evolução crustal do setor ocidental do Bloco Arqueano Gavião, Cráton do São Francisco, com base em evidências U-Pb, Sm-Nd e Rb-Sr

Natali da Silva Barbosa, Wilson Teixeira, Luiz Rogério Bastos Leal, Angela Beatriz de Menezes Leal

Resumo


O Bloco Gavião Oeste, Cráton do São Francisco, um dos segmentos mais primitivos da Plataforma Sul-Americana, é constituído pelos complexos Gnáissico Migmatítico Riacho de Santana e Santa Isabel, além do greenstone belt Riacho de Santana. As idades T DM em rochas dessas unidades revelam que as épocas acrescionárias principais nesse setor do Bloco Gavião foram: 3,9 Ga; 3,2 - 3,0 Ga e 2,6 Ga. O Complexo Gnáissico Migmatítico apresenta idade U-Pb mais antiga para o embasamento (3648 ± 69 Ma), enquanto que o valor negativo de εNdt é compatível com retrabalhamento crustal. Em adição, uma isócrona de referência Rb-Sr forneceu idade de 3247 ± 120 Ma, tentativamente interpretada como evento de migmatização. A idade U-Pb de cristalização de uma rocha do Complexo Santa Isabel é 2954 ± 100 Ma, havendo migmatização há 2748 ± 100 Ma, conforme isócrona de referência Rb-Sr. Os respectivos valores de εNdt variam entre -4,7 e +0,3 que, somados às idades T DM (3,3 - 3,1 Ga), sugerem a derivação dessas rochas a partir de protólitos mesoarqueanos com curta residência crustal. O greenstone belt Riacho de Santana formou-se há 2218 ± 18 Ma, com base em idade U-Pb em zircão em metabasaltos (toleítos) da unidade intermediária. Pelo menos para uma das amostras, os dados Sm-Nd indicaram fracionamento anômalo, enquanto outra tem idade T DM de 2,6 Ga, indicando significativa contribuição crustal na gênese desse magmatismo. O Bloco Gavião Ocidental foi intrudido pelo batólito Guanambi (U/Pb = 2054 ± 8 Ma) com gênese associada a protólitos arqueanos (T DM = 2,8 - 2,7 Ga). Eventos superpostos ocorreram durante o Meso e o Neoproterozoico, conforme idades K-Ar e U-Pb (intercepto inferior de discórdia) em rochas do Complexo Gnáissico Migmatítico Riacho de Santana. Esse fato é interpretado como reflexo da evolução do sistema intracratônico Espinhaço setentrional e da influência tectonotermal do ciclo Brasiliano no Corredor do Paramirim.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X201300040004

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