Propriedades químicas do solo na bacia hidrográfica do rio Vacacaí-Mirim

Pedro Daniel da Cunha Kemerich, Sergio Roberto Martins, Masato Kobiyama, Galileo Adeli Buriol, Willian Fernando de Borba

Resumo


Os teores de metais em solos têm aumentado gradativamente com a modernização da agricultura ocorrida nos últimos anos. A ação antrópica desempenhada pelo homem na natureza é a principal causa desse fenômeno. Com base nisso, o presente estudo tem por objetivo avaliar alterações nos atributos químicos do solo em decorrência de diferentes usos e ocupações na bacia hidrográfica do Rio Vacacaí-Mirim. A técnica utilizada para análise foi a EDXRF, em que os valores foram espacializados com auxílio do software Surfer 10. Os valores de Bário variaram do limite de detecção (LD) a 7.608,27 mg/kg-1 com média de 1.286,71 ± 2.295,18 mg/kg-1, a concentração de Fósforo variou do LD a 2.327,02 mg/kg-1 com média de 676,45 ± 700,05 mg/kg-1, Manganês variou do LD a 5.533,51 mg/kg-1 com média de 1.057,34 ± 1.380,81 mg/kg-1, os valores de Silício variaram de 229.114,70 a 832.568,70 mg/kg-1 com média de 696.134,25 ± 144.950,56 mg/kg-1, a concentração de Zinco variou do LD a 429,98 mg/kg-1 com média de 145,725 ± 123,78 mg/kg-1. Com base nos resultados obtidos, é possível identificar que a concentrações dos metais estudados e os usos do solo estão estritamente ligados, visto que as concentrações são maiores nas áreas que possuem usos agrícolas, que demandam maiores quantidades de produtos químicos. Sendo assim, pôde-se observar que os solos sob os usos de arroz, soja e pastagem apresentaram maior influência na concentração do elemento bário, já o fósforo teve maior influência dos solos sob uso de pastagem e soja.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X201300030001

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