Bivalves permianos da Formação Taciba, Grupo Itararé, Bacia do Paraná e seu significado bioestratigráfico

Marcello Guimarães Simões, Jacqueline Peixoto Neves, Luiz Eduardo Anelli, Luiz Carlos Weinschütz

Resumo


Uma pequena e pouco diversificada assembleia de bivalves permianos da Formação Taciba, Grupo Itararé, Bacia do Paraná (Estado de Santa Catarina, Município de Mafra) é descrita pela primeira vez, com base em novos achados. A fauna foi registrada em um intervalo de 30 cm de espessura de arenito bioturbado, localizado no topo da Formação Taciba, na pedreira Butiá. A camada de arenito fossilífero representa uma intercalação marinha, que registra variação estática do nível do mar, provavelmente como reflexo do evento de deglaciação. A fauna é principalmente dominada por braquiópodes productídeos (não descritos neste artigo) e raras conchas de moluscos (bivalves e gastrópodes). Duas espécies de bivalves foram identificadas: Myonia argentinensis (Harrington, 1955) e Aviculopecten multiscalptus (Thomas, 1928). A presença de Myonia argentinensis é notável, pois esta espécie está também presente na assembleia de Baitaca, encontrada em siltitos marinhos, no topo da Formação Rio do Sul, na região de Teixeira Soares, Estado do Paraná. É registrada também na fauna de bivalves da Formação Bonete, Grupo Pillahinco, Bacia Sauce Grande, Província de Buenos Aires, Argentina. Desse modo, os bivalves marinhos da Formação Taciba estão associados ao evento transgressivo que caracteriza a fauna de Eurydesma, indicando uma idade Asseliana Tardia-Sakmariana para a fauna. A presença do megadesmídeo Myonia argentinensis reforça a natureza Gondwânica da fauna estudada.

Palavras-chave


Bivalvia;Megadesmidae;Permiano;Bacia do Paraná;Formação Taciba;Fauna de Eurydesma

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2012000100006

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