Avaliação de métodos para a proteção dos poços de abastecimento público do Estado de São Paulo

Ana Maciel de Carvalho, Ricardo Hirata

Resumo


Os perímetros de proteção de poços têm importante papel na proteção da qualidade da água subterrânea explotada para fins de abastecimento público. Existem vários métodos que permitem definir as dimensões e os formatos das zonas de contribuição, ou seja, a área em superfície onde toda recarga do aquífero é captada pelo poço, além de zonas baseadas em tempos de trânsito, definidas no tempo em que um determinado contaminante pode alcançar o poço. Ambas as zonas permitem o controle do uso do solo com o objetivo de proteger a captação. Este artigo apresentou um estudo comparativo entre três diferentes métodos aplicados nos diferentes aquíferos do Estado de São Paulo. Os métodos estudados foram: raio fixo calculado, baseado na técnica do cilindro, que usa equação de fluxo volumétrico; modelo analítico, com uso da equação de fluxo uniforme; e modelo numérico, por meio de modelos matemáticos de simulação de fluxo. Os resultados mostraram que cada método gerou áreas diferentes, tanto em formato como em dimensões. Os dois primeiros métodos definiram tamanhos de zonas de contribuição semelhantes, porém com formatos diferentes, e aproximadamente 200% maiores do que aqueles definidos com o numérico para as mesmas condições hidrogeológicas. Pelos resultados, depreende-se que a utilização do método analítico é viável numa primeira avaliação, pois os dados para tal já se encontram disponíveis para quase todos os poços de abastecimento público do Estado e sua acurácia é superior ao método raio fixo calculado. Já numa fase posterior, na qual a definição das zonas de contribuição seja mais sensível, o modelo numérico seria a alternativa natural.

Palavras-chave


Perímetro de proteção de poço;Zona de contribuição;Métodos analíticos;Método numérico;Gestão dos recursos hídricos subterrâneos;Estado de São Paulo

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2012000100005

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