Carta geotécnica do perímetro urbano da Chapada dos Guimarães: subsídios ao plano diretor

Fernando Ximenes de Tavares Salomão, Elder de Lucena Madruga, Renato Blat Migliorini

Resumo


A previsão, caracterização e documentação cartográfica dos processos do meio físico e de áreas de risco geológico são de fundamental importância para o planejamento e para a regulamentação adequada da ocupação humana, respeitando-se as potencialidades e limitações dos terrenos. A carta geotécnica, que é um instrumento técnico capaz de cumprir este papel, torna-se necessária para subsidiar planos diretores municipais, conforme demonstrado com a elaboração da carta geotécnica do perímetro urbano de Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. Para tal, utilizou-se a abordagem morfopedológica, que permitiu a interpretação integrada dos componentes do meio físico e deduções do funcionamento hídrico de vertentes, subsidiando, com praticidade e rigor técnico, a delimitação cartográfica de áreas relativamente homogêneas no que se refere aos processos do meio físico, atributos geotécnicos, e quanto às potencialidades e restrições ao uso do solo. Foram definidas e caracterizadas seis unidades geotécnicas, sendo uma favorável à ocupação sem restrições e outras duas com restrições passíveis de se controlar por obras de Engenharia Civil. As demais áreas, por apresentarem riscos geológicos relacionados ao movimento de massa e a processos erosivos de difícil controle, foram consideradas não favoráveis à ocupação urbana, admitindo-se, entretanto, uso eventual e localizado, atrelada a condições específicas de projeto e execução.

Palavras-chave


Carta geotécnica;Risco geológico;Processos do meio físico;Chapada dos Guimarães

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2012000100002

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