Palinomorfos neogenos do poço 2-CA-1-RS, Bacia de Pelotas, Brasil: significado bioestratigráfico e paleoecológico

Wagner Guimarães da Silva, Paulo Alves de Souza, Javier Helenes, Mitsuru Arai

Resumo


Dados de microfósseis calcários são conhecidos para a seção pré-quaternária da Bacia de Pelotas. Contudo, informações palinológicas são relativamente escassas, com estudos iniciados, de forma sistematizada, somente nos últimos anos. Este trabalho apresenta resultados palinológicos do poço 2-CA-1-RS, locado na porção onshore da bacia, no Rio Grande do Sul. Um total de 20 amostras foi selecionado no trecho entre 262 - 145 m de profundidade, das quais cinco revelaram associações de palinomorfos abundantes e diversificadas; quinze apresentaram predomínio de matéria orgânica amorfa ou fitoclastos. Espécies de esporos, grãos de pólen, cistos de dinoflagelados compreendem os palinomorfos mais comuns, incluindo ainda palinoforaminíferos, escolecodontes, acritarcos, algas Chlorococcales (Botryococcus) e esporos de fungos. A análise da distribuição quantitativa dos componentes da matéria orgânica particulada ao longo da seção permitiu a individualização de dois conjuntos palinológicos. Em termos gerais, os resultados indicam natureza marinha para intervalo estudado, com variações da base para o topo. O conjunto 1 (262 - 248 m) reflete condições mais distais, em mar aberto, enquanto o conjunto 2 (190 - 160 m) é interpretado como marinho mais proximal. Com base na amplitude estratigráfica de determinadas espécies de dinoflagelados, distintas idades entre o Mioceno e o Quaternário são indicadas.

Palavras-chave


Palinologia;Neógeno;Bacia de Pelotas;Brasil

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2011000100009

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