Vidro vulcânico maciço: pozolana natural no oeste paulista

Tarcísio José Montanheiro, Francisco de Assis Negri, Valdecir de Assis Janasi, Jorge Kazuo Yamamoto, Fabiana Pereira Vogado

Resumo


Algumas ocorrências de vidro vulcânico maciço foram reconhecidas na região oeste do Estado de São Paulo durante mapeamento geológico para prospecção e caracterização tecnológica de materiais pozolânicos. O vidro vulcânico maciço está associado aos traquidacitos da Formação Serra Geral. A geometria desses corpos ainda não está modelada por estar encoberta por sedimentos. Essas rochas puderam ser identificadas como pozolanas naturais, pois o componente ativo que é o vidro vulcânico reagiu com a cal, em condições de laboratório, resultando um silicato de cálcio hidratado. As propriedades tecnológicas do cimento produzido com tais pozolanas são realçadas. Além disso, o uso de pozolanas reduz a emissão de dióxido de carbono e preserva os depósitos calcários à medida que elas substituem uma porcentagem do clínquer portland no produto final. Esse artigo mostra os resultados de alguns estudos com o vidro vulcânico maciço como componente ativo das pozolanas. Finalmente, esse trabalho discute a importância dessa ocorrência na construção civil e o grande potencial para materiais pozolânicos, em vista da extensão em área da Formação Serra Geral no Brasil.

Palavras-chave


Vidro vulcânico;Formação Serra Geral;Pozolana;Cimento portland com adições

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2011000100004

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