Petrografia e geoquímica do Complexo Charnockítico de Aimorés: um exemplo de plutonismo pós-orogênico do Cinturão Araçuaí/Ribeira

Fernando Machado de Mello, Rômulo Machado, Essaid Bilal

Resumo


O Complexo Aimorés corresponde a um corpo multi-intrusivo anelar com cerca de 150 km² de exposição. Possui características pós-orogênicas e exibe zonas de misturas de magma no contato e no interior do corpo. O complexo é constituído de monzodioritos no centro, com um anel intermediário de charnockitos, circundado por granodioritos. Há ocorrências menores de leucogranitos com granada. São abundantes enclaves básicos e intermediários, de diferentes tamanhos e formas. O contato com a encaixante é de alto ângulo e mostra-se concordante e discordante. Nas rochas encaixantes predominam gnaisses de fácies anfibolito a granulito. As diversas fácies do complexo são meta-aluminosas, exceto os leucogranitos e os megaenclaves que são peraluminosos. O índice de saturação em alumina é ao redor de 1 e o índice de agpaicidade ((Na+K)/Al) situa-se entre 0,45 e 0,77. Nos diagramas de Harker, a correlação negativa de CaO, MgO, Fe2O3, TiO2 e P2O5 pode ser explicada principalmente pelo fracionamento de piroxênio e feldspato. A razão MgO/TiO2 próxima a 1 é compatível com granitoide tardi a pós-colisional. As razões Ba/Sr, Zn/MgO, Sr/Rb e Ba/Rb indicam fracionamento importante promovido inicialmente por piroxênio e plagioclásio e depois por anfibólio, biotita e feldspato de potássio. Os dados geoquímicos parecem refletir a combinação de processos de cristalização fracionada e/ou de contaminação crustal e de mistura de magmas.

Palavras-chave


Charnockito;Geoquímica;Petrografia;Mistura de magmas;Pós-colisional

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2011000100003

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