Litoquímica dos granitóides da estrutura em flor de São Sebastião, São Paulo

Coriolano de Marins e Dias Neto, Ciro Teixeira Correia, José Manuel Urbano Munhá, Colombo Celso Gaeta Tassinari

Resumo


Estudos litoquímicos dos granitóides que ocorrem na região do Complexo Costeiro entre as cidades de Guarujá e São Sebastião, no Estado de São Paulo, são apresentados neste trabalho. Como segmento da Faixa de Dobramentos Ribeira, o Complexo Costeiro na região estudada integra setores com rochas paraderivadas a leste e com rochas ortoderivadas a oeste, organizados segundo uma estrutura de cisalhamento dúctil em flor positiva, cujo eixo se orienta ENE-WSW. Importantes corpos de anfibolitos que ocorrem como"boudins" no interior dos kinzigitos predominantes, acompanham esta orientação. Determinações U-Pb em zircões (SHRIMP I) indicam idade de cristalização de 580 - 590 Ma para os protolitos ígneos dos anfibolitos e de 570 Ma para o ápice do evento metamórfico subseqüente. Os granitóides estudados, presentes no setor ortoderivado, contêm entre 68 e 74% em peso de SiO2 e correspondem a monzogranitos e granodioritos de afinidade cálcio-alcalina. Enclaves máficos de quartzo-monzodioritos localmente presentes nestas rochas posicionam-se por sua vez no campo alcalino. O menor conteúdo em SiO2, assim como as diferentes concentrações de certos elementos traço, como Zr e Hf, contribuem para a distinção entre os enclaves e suas rochas hospedeiras e sugerem intensa interação química entre os materiais durante a cristalização. O padrão de Terras Raras com baixos teores em Sr, P-Ti e Ta-Nb, em conjunto com a distribuição das amostras no diagrama R1-R2, sugerem um ambiente sincolisional de arco de ilhas na geração destas rochas.

Palavras-chave


Complexo Costeiro;Faixa de Dobramentos Ribeira;Ciclo Brasiliano

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2008000200007

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