Comportamento da gasolina com etanol (E-20) e da gasolina pura após a simulação de um vazamento em colunas de laboratório

Sílvia Maria Ferreira, Everton de Oliveira, Uriel Duarte

Resumo


A gasolina que é comercializada no Brasil sofre a adição de etanol em frações que podem variar de 20 a 24%. Este aditivo oxigenado aumenta a octanagem e reduz a emissão de monóxido de carbono para a atmosfera. Vazamentos em tanques de armazenamento subterrâneos e linhas de distribuição podem causar a contaminação do solo e das águas subterrâneas, sendo que a característica co-solvente do etanol altera o comportamento da gasolina em subsuperfície, portanto, esta pesquisa teve como objetivo estudar a relação existente entre a espessura encontrada nos poços de monitoramento e no meio poroso, tanto para gasolina pura quanto para a E-20 (80% de gasolina e 20% de etanol), após a simulação de um vazamento em subsuperfície, utilizando colunas de areia em laboratório, visto que esta relação é de extrema importância para o cálculo preciso do volume do contaminante a ser bombeado, no caso de vazamentos de combustível. Duas colunas foram confeccionadas utilizando-se dois tubos de acrílico transparente com 100 cm de comprimento e 23 cm de diâmetro interno que foram fixados a uma base de acrílico transparente com 0,60 cm de espessura. As colunas foram preenchidas com areia de granulometria muito fina (0,088 mm). Os resultados obtidos mostraram que a espessura aparente da gasolina pura foi 2,6 vezes superior à espessura real da fase livre e a espessura aparente da E-20 foi 0,6 vezes superior à espessura real da fase livre para o meio poroso avaliado. A tensão interfacial da E-20 foi 67% inferior à tensão interfacial da gasolina pura, possibilitando que uma quantidade maior de poros fosse acessada, refletindo em valores de saturação total 54% superiores ao da gasolina pura.

Palavras-chave


gasolina;etanol;hidrocarbonetos

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/S1519-874X2004000200007

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