Avaliação da eficácia de hidrofugantes e antigraffiti no Arenito Itararé

Danielle Grossi, Eliane Aparecida Del Lama

Resumo


No patrimônio pétreo, a rocha está exposta aos efeitos do intemperismo. Para postergar esse processo, existem produtos de tratamento e proteção, os quais devem ser testados e aprovados, pois podem danificar mais o patrimônio do que o próprio intemperismo se os produtos não forem compatíveis com a rocha. O Theatro Municipal de São Paulo, uma importante edificação do Centro Velho da cidade de São Paulo, possui o Arenito Itararé em sua fachada frontal. Essa é uma rocha muito frágil devido à presença de esmectita em sua composição. Esse mineral se degrada muito facilmente em presença de água. Visando estudar um meio de proteger essa rocha contra a ação da água, dois hidrofugantes (siloxano — H1 — e propil siliconato oligomérico — H2) foram testados. Outro problema que atinge os centros urbanos é o vandalismo por graffiti/pichação. Como essa é uma rocha porosa, a limpeza desse tipo de ação não é totalmente efetiva e os produtos utilizados deixam resíduos que prejudicam a durabilidade da pedra. Para proteger a rocha da pichação, também foi testado um antigraffiti (AG). Para avaliar a eficiência desses produtos, foram realizados ensaios de capilaridade, tubo de Karsten, medida do ângulo de contato, microscopia eletrônica de varredura, porosimetria de mercúrio, ciclos de saturação e secagem, velocidade de ondas ultrassônicas, espectrofotometria e profundidade de penetração. Os hidrofugantes mostraram comportamentos similares, entretanto o H1 diminuiu a porosidade da rocha e não polimerizou completamente. O antigrafitti escureceu a rocha e mudou a distribuição do tamanho dos poros.


Palavras-chave


Hidrofugantes; Antigraffiti; Arenito Itararé; Conservação de rochas; Restauração.

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