Caracterização petrográfica da Formação Emborê com base em dados dos poços 2-CST-1-RJ e 9-BRF-1D-RJ (região emersa da Bacia de Campos)

Thaís Coelho Brêda, Claudio Limeira Mello, Gerson Cardoso da Silva Junior, Maria da Gloria Alves, Eduardo Batista Neiva

Resumo


O presente estudo teve como objetivo a caracterização sedimentológica e petrográfica da Formação Emborê, com base na descrição de amostras de arenitos de dois poços profundos localizados na área emersa da Bacia de Campos (2-CST-1-RJ e 9-BRF-1D-RJ). Buscou-se ampliar o conhecimento sobre os aspectos texturais e composicionais dessa unidade litoestratigráfica, ainda muito pouco estudada e que apresenta um grande potencial hídrico, contendo o mais importante aquífero do estado do Rio de Janeiro, foco da pesquisa que ensejou este artigo. No poço 2-CST-1-RJ foram descritas amostras de testemunhos e no poço 9-BRF-1D-RJ foram analisadas amostras de calha e plugs laterais. Os intervalos sedimentares analisados nos dois poços são semelhantes quanto aos aspectos sedimentológicos, sendo predominantemente areníticos, com intercalações de lamitos. Após a caracterização sedimentológica dos testemunhos e amostras de calha, foram selecionadas amostras de arenitos dos testemunhos do poço 2-CST-1-RJ e os plugs laterais do poço 9-BRF-1D-RJ para a descrição microscópica em lâminas petrográficas. Os arenitos são, em geral, finos a grossos, moderadamente a mal selecionados, de coloração acinzentada a esverdeada, com grãos angulosos a subangulosos, quartzosos e feldspáticos, com presença significativa de litoclastos graníticos nas amostras do poço 9-BRF-1D-RJ. Correspondem principalmente a arcósios, subarcósios e arcósios líticos, sendo atribuídos ao Membro São Tomé da Formação Emborê. Os aspectos texturais e mineralógicos evidenciam uma baixa maturidade. Na maior parte das amostras, verificou-se a presença de matriz argilosa do tipo epimatriz, proveniente da dissolução de grãos de feldspatos e a sua posterior infiltração nos poros. A porosidade atinge até cerca de 20%, sendo essencialmente de origem secundária, gerada pelo encolhimento da matriz, dissolução ou fraturamento dos grãos, com baixa conectividade entre os poros. As baixas maturidades textural e mineralógica dos arenitos indicam proximidade da área fonte. Processos pós-deposicionais, com geração de abundante epimatriz, resultaram na obliteração da porosidade primária.


Palavras-chave


Formação Emborê; Bacia de Campos; Petrografia Sedimentar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v18-121942

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