A faixa de dobramento Paraguai na Serra da Bodoquena e depressão do Rio Miranda, Mato Grosso do Sul

Ginaldo Ademar da Cruz Campanha, Paulo César Boggiani, William Sallun Filho, Fernanda Rostirola de Sá, Mariana de Paula Souza Zuquim, Thiago Piacentini

Resumo


A Faixa Paraguai meridional evoluiu como um típico fold-and-thrust belt. Sua evolução principia por rifteamento, provavelmente no final do Criogeniano, evoluindo para mar restrito e transgressão marinha extensiva até o final do Ediacarano. O final do processo colisional ocorreu no início do Cambriano, com magmatismo pós-colisional no Cambriano Superior. O Grupo Corumbá é subdividido em cinco formações (Cadiueus, Cerradinho, Bocaina, Tamengo e Guaicurus), estratigrafia esta observada até nas porções mais deformadas no centro-leste da área. A Formação Puga é colocada como correlata às suas formações basais, Cerradinho e Cadiueus. No extremo oeste da área, o Grupo Corumbá está depositado em inconformidade sobre o bloco cratônico Rio Apa. Para os xistos do extremo leste da área, é proposto o nome local Xistos Agachi. Durante o Ediacarano, sincronicamente com a deformação, granitogênese de arco e metamorfismo do Grupo Cuiabá a leste, ter-se-ia a deposição das formações Tamengo e Guaicurus a oeste, provavelmente num contexto de bacia de ante país (foreland). São observadas até três fases de dobramento sobrepostas coaxiais, associadas a metamorfismo de fácies xisto-verde e sistemas de falhas de empurrão, com vergência tectônica para oeste. A convergência colisional em direção ao bloco Rio Apa não foi completamente frontal, existindo algum grau de obliquidade, com vetores de convergência em torno de WNW-ESE. A variação do estilo estrutural e metamórfico pode ser explicada pela migração do front deformacional de leste para oeste. As principais falhas de empurrão coincidem com limites bacinais importantes, sugerindo que estes empurrões reativaram falhas lístricas do estágio rifte.

Palavras-chave


Brasiliano;Faixa móvel;Grupo Corumbá;Grupo Cuiabá;Neoproterozoico;Ediacarano

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2011000300005

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