Provável significado geológico de idades LOE (luminescência opticamente estimulada) da formação Itaquaquecetuba, SP

Kenitiro Suguio, Claudio Riccomini, Alethéa Ernandes Martins Sallun, William Sallun Filho, Pedro Aronchi Neto

Resumo


A Formação Itaquaquecetuba pode ser considerada como relativamente bem conhecida sob o ponto de vista paleontológico. O seu rico conteúdo fossilífero, representado por macrorrestos (troncos, sementes e folhas de árvores) e microrrestos (palinomorfos) vegetais, foi estudado com bom nível de detalhe e permitiu que diferentes autores sugerissem sua provável idade e as condições do sítio deposicional em termos de paleoclima e paleoambiente, embora ainda restem grandes controvérsias sobre estes temas. No atual estágio de conhecimento, são admitidas idades do Paleógeno (Eoceno Superior a Oligoceno Inferior) ou do Neógeno (Mioceno). Entretanto, recentes datações por LOE (Luminescência Opticamente Estimulada) das areias amostradas na cava da Itaquareia, em Itaquaquecetuba, SP, fornecem idades deposicionais variáveis de 47.000 ± 6.000 a 89.000 ± 12.000 anos. Essas idades correspondem ao Pleistoceno (Quaternário) e são correlacionáveis ao tempo da glaciação Wisconsiniana da América do Norte. Em função desses novos dados e considerando-se alguns aspectos estratigráficos praticamente ignorados até o momento, grande parte da Formação Itaquaquecetuba, aflorante em Itaquareia, é aqui interpretada como depósito de paleocanal fluvial do Quaternário.

Palavras-chave


Quaternário;Paleógeno;Formação Itaquaquecetuba;Bacia de São Paulo;Datação por LOE;Depósitos fluviais

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2010000300004

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