Caracterização química de cromitas nos maciços de Cromínia e Mairipotaba, Goiás, Brasil

Nélson Angeli, Guillermo Rafael Beltran Navarro, Antenor Zanardo, Silvio Roberto Farias Vlach

Resumo


Corpos metaultramáficos ocorrem alojados tectonicamente nos metassedimentos do Grupo Araxá, e são interpretados como mélange ofiolítica, que aflora no sudeste do estado de Goiás. Na região de Cromínia-Mairipotaba, os corpos metaultramáficos ocorrem na forma de corpos lenticulares, alinhados no sentido E-W. Texturas cumuláticas e dados geoquímicos indicam composição harzburgítica a dunítica para o protólito das rochas. Restos de cristais primários de olivina e de piroxênios identificados nos serpentinitos sugerem tramas de reequilíbrio metamórfico na fácies anfibolito, embora no geral as paragêneses e associações minerais encontradas nas rochas metaultramáficas e nos cromititos sejam típicas da fácies xisto verde (< 550°C e 5,5 kbar). A este metamorfismo associa-se a formação de ferritcromita nas bordas dos cristais primários. Os cromititos apresentam estrutura maciça a brechóide, textura pull-apart; e cristais com dimensões variando em torno de 0,5 mm. A cromita encontra-se dispersa em uma matriz essencialmente serpentinítica, com clorita ou talco subordinados, mas chega a formar concentrações de cromita que atingem entre 70 a 85% do volume da rocha. As texturas observadas e as relações de Cr2O3 x TiO2 e Mg x Cr (ambas se ajustando ao campo de complexos ofiolíticos) indicam que se trata de depósitos alóctones, do tipo Alpino.

Palavras-chave


Cromita;Mélange ofiolítica;Grupo Araxá;Faixa Brasília;Química mineral

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2010000100007

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