Química mineral e condições de cristalização do plutão ediacarano Bom Jardim de Goiás, Província Tocantins, Centro Oeste do Brasil

Keyla Thayrinne Oliveira Coimbra, Antonio Carlos Galindo, Zorano Sérgio de Souza, Rúbia Ribeiro Viana

Resumo


Intrusões graníticas pós-colisionais relacionadas ao Ciclo Brasiliano são de ampla distribuição no Arco Magmático de Goiás, porção central da Província Tocantins, Brasil Central. O Plutão Bom Jardim de Goiás (PBJG) compõe o quadro desses corpos intrusivos de idade ediacarana, cujo embasamento é constituído por rochas metassupracrustais e ortognaisses do Arco Magmático Arenópolis. De acordo com descrições petrográficas, as rochas do PBJG são classificadas em tonalito, granodiorito e quartzo monzodiorito, com textura equigranular grossa a inequigranular (fina a média); localmente observam-se fenocristais de anfibólio e plagioclásio. Neste trabalho são apresentados dados de química mineral de anfibólio, plagioclásio, biotita e magnetita do PBJG, assim como os parâmetros intensivos de cristalização do plutão em questão. O anfibólio do PBJG é subédrico ou anédrico, com características químicas apontando para os anfibólios cálcicos edenita e Mg-hornblenda. O plagioclásio (andesina, An30-37) ocorre como grãos prismáticos ou ripiformes, geminados, com zonamento químico evidenciado por alterações acentuadas para sericita, epídoto e carbonatos no centro dos cristais. A biotita é marrom, lamelar, sendo parcialmente substituída por titanita, clorita e epídoto, correspondendo quimicamente a Mg-biotita. A magnetita é euédrica a subédrica, em seções quadradas ou alongadas, encontrando-se usualmente como inclusões em hornblenda, clinopiroxênio, biotita e titanita. O teor de AlT da hornblenda indica pressão de cristalização do PBJG entre 2,1 e 4,0 kbar. Esses valores são coerentes com a presença de andalusita nas rochas encaixantes. O geotermômetro anfibólio-plagioclásio mostra temperaturas de 692 a 791°C, relativamente mais baixas do que aquelas obtidas pelo geotermômetro de saturação de zircão em rocha total (794 – 813°C), interpretadas como mais próximas da temperatura de liquidus de magmas granodioríticos a tonalíticos. 


Palavras-chave


Província Tocantins; Ediacarano; Tonalitos; Geotermobarometria.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v17-316

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