Fosfatos de Fe e Mn primários e secundários em pegmatitos graníticos do Campo Pegmatítico Mata Azul, Jaú do Tocantins, TO, Brasil

Hudson de Almeida Queiroz, Nilson Francisquini Botelho

Resumo


No sul do Estado do Tocantins e norte do Estado de Goiás, pegmatitos graníticos estéreis e mineralizados são conhecidos e explorados há muito tempo, mas só recentemente foram caracterizados quanto aos aspectos mineralógicos, composicionais e genéticos e agrupados sob a denominação de Campo Pegmatítico Mata Azul. Em três desses corpos localizados no município de Jaú do Tocantins, com mineralização de berilo, fosfatos de Fe e Mn ocorrem sob a forma de nódulos ou massas centimétricas. Duas associações de fosfatos são diferenciadas. Na primeira delas, hospedada nos pegmatitos São Júlio e Pichorra, foram descritas três fases primárias, identificadas como zwieselita, sarcopsídio e fluorapatita. Processos hidrotermais alteram essas fases, formando rockbridgeíta, uma fase do subgrupo da alluaudita e heterosita. Na segunda associação, presente no pegmatito Fazenda Mesquita, não há sinal de fosfato primário e todas as fases presentes são secundárias. Rockbridgeíta, de cor verde a alaranjada, compõe boa parte do volume das amostras. Fosfosiderita e strengita aparecem como alterações da rockbridgeíta, às vezes preenchendo cavidades nas massas de fosfato. Nas duas associações, óxidos e hidróxidos de Fe e Mn, oriundos da oxidação intempérica, correspondem às últimas fases formadas, podendo constituir crostas que recobrem boa parte dos nódulos e das massas de fosfatos. Em algumas amostras das associações de fosfatos, cristais de uraninita, gahnita, almandina e columbita-(Fe) foram identificados. 


Palavras-chave


Fosfatos de Fe-Mn; Pegmatitos; Mata Azul.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2316-9095.v17-121274

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