Características Isotópicas (Nd e Sr), Geoquímicas e Petrográficas da Intrusão Alcalina do Morro de São João: Implicações Geodinâmicas e Sobre a Composição do Manto Sublitosférico

Carlos Eduardo Miranda Mota, Mauro Cesar Geraldes, Julio Cesar Horta de Almeida, Thaís Vargas, Débora Marinho de Souza, Renata de Oliveira Loureiro, Aline Pimentel da Silva

Resumo


O Complexo Alcalino do Morro de São João está localizado a NE do Estado do Rio de Janeiro e se destaca pelo desnível acentuado do relevo, sendo composto por dois tipos de rochas: sienitos félsicos de granulometria grossa (K-feldspato, nefelina, hornblenda e titanita, além de pseudoleucita) e melassienitos (com K-feldspato, anfibólio e piroxênio). Dados litogeoquímicos sugerem uma suíte bimodal e observações de campo indicam texturas de misturas de magmas e mingling locais, sugerindo que ambos foram contemporâneos. Os resultados isotópicos de Nd e Sr indicam valores próximos do EMI (Enriched Mantle I - Manto Enriquecido tipo I), sugerindo que a origem destas rochas ocorreu no manto sublitosférico a partir de um reservatório enriquecido com baixos valores 87Sr/86Sr (entre 0,7049 e 0,7061) e 143Nd/144Nd (entre 0,512361 e 0,512428). Os valores de εNd entre -4,03 e -5,54 indicam uma fonte mantélica anâmala e enriquecida, o que é corroborado pelos valores de T DM entre 730 - 830 Ma, discordantes com idades de resfriamento K-Ar, que possuem valores entre 72 - 56 Ma. A comparação das assinaturas isotópicas de Sr e Nd das rochas do Morro de São João com ilhas vulcânicas (Trindade, Santa Helena e Tristão da Cunha) indicam que elas possuem similaridades com Tristão da Cunha e certa discrepância em relação à s assinaturas de Trindade e Santa Helena.

Palavras-chave


Morro de São João;Rochas alcalinas;Geoquímica isotópica

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2009000100006

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