IMPACTOS AMBIENTAIS RELATIVOS À SILVICULTURA DE EUCALIPTO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DO DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO NO PLANO DE MANEJO FLORESTAL

Júlio Cesar MOLEDO, Antonio Roberto SAAD, Fabricio Bau DALMAS, Regina de Oliveira Moraes ARRUDA, Fábio CASADO

Resumo


A expansão da silvicultura do eucalipto no Brasil vem ocorrendo em vários momentos ao longo do desenvolvimento econômico do país, atualmente representa importante fator econômico, social e ambiental. Este trabalho trata de uma avaliação de ações de planejamento e manejo florestal das organizações para a mitigação dos impactos ambientais adversos e consolidação dos benéficos em todas as fases da operação, desde o plantio até a colheita. Toda a pesquisa foi realizada dentro de um contexto geoambiental multidisciplinar explorando os efeitos da atividade sobre os meios físico, biótico e antrópico. Entre os principais impactos ambientais, explorados pelo plano de manejo estão: as mudanças sociais e culturais; a disponibilidade hídrica; as alterações do solo; e as mudanças na fauna e na flora. A área de estudo está localizada na Bacia Hidrográfica o Rio Paraíba do Sul no Estado de São Paulo, onde foram selecionadas duas localidades com características geoambientais diferentes, sendo uma área no Município de Caçapava (Bacia Sedimentar de Taubaté) e outra no Município de Paraibuna, onde predominam rochas ígneas e metamórficas, altas declividades e argissolo pouco espessos. Este trabalho teve como objetivo avaliar como o plano de manejo pode ser utilizado como uma ferramenta para a mitigação dos impactos ambientais adversos e benéficos sobre as áreas de plantio, bem como nas Áreas de Proteção Permanente e das Reservas Legais, inseridas nas propriedades rurais e nos arredores das áreas de estudo. Os resultados apresentados neste estudo, consolidam uma visão clara dos impactos ambientais benéficos e adversos, onde na avaliação da importância dos impactos relacionada à cada uma das áreas estudadas tem-se diferenças claras, para os impactos adversos com ênfase no meio físico. Neste contexto as áreas sedimentares se apresentam mais adequadas às atividades necessárias à silvicultura do eucalipto.

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