AFINIDADES PALEOBOTÂNICAS DE ÂMBARES CRETÁCICOS DAS BACIAS DO AMAZONAS, ARARIPE E RECÔNCAVO

Ricardo Pereira, Ismar de Souza Carvalho, Débora de Almeida Azevedo

Resumo


O estudo da composição química de âmbares é importante para a Paleobotânica, pois permite que a origem das resinas fósseis seja determinada, traçando-se a história da produção de resinas pelos vegetais através do tempo geológico. Amostras de âmbar cretácicas foram coletadas nas bacias do Amazonas (Formação Alter do Chão), Araripe (Formação Santana/Membro Crato) e Recôncavo (Formação Maracangalha/Membro Caruaçu) e estudadas quanto à sua composição química e prováveis inclusões palinológicas. A extração química por diclorometano:metanol e o uso da cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas permitiu caracterizar diversas classes de compostos orgânicos nos âmbares analisados, tais como alquilbenzenos, alquilnaftalenos, alquil-hidronaftalenos, parafinas, fenóis, ácidos carboxílicos e terpenos. A presença dos terpenos fenchona, cânfora, 16,17,19-trisnorabieta-8,11,13-trieno e 16,17- bisnordeidroabietato de metila, aliado ao uso de dados paleobotânicos provenientes do registro fóssil das bacias em questão, permitiu determinar a família Araucariaceae como a provável origem botânica para os âmbares analisados. No âmbar proveniente da Bacia do Amazonas foram detectados esporos de fungos preservados em meio à resina fóssil, um registro muito raro desse tipo de inclusão orgânica em âmbar.

Palavras-chave


Âmbar, terpenóides, Araucariaceae, Químio-taxonomia, Cretáceo.

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