TERMOBAROMETRIA E TRAJETÓRIA P-T DE METASSEDIMENTOS DO GRUPO ARAXÁ EM GOIÁS

Guillermo Rafael Beltran NAVARRO, Antenor ZANARDO, Cibele Carolina MONTIBELLER, Thaís Güitzlaf LEME, Fabiano Tomazini da CONCEIÇÃO

Resumo


Na região sudeste do estado de Goiás (região de Caldas Novas – Marcelândia - Morrinhos – Rochedo) afloram metassedimentos pelíticos, psamo-pelíticos e psamíticos atribuídos ao Grupo Araxá. Na região de Caldas Novas (Domínio Caldas Novas) as associações minerais relacionadas ao pico metamórfico são típicas da transição da fácies xisto verde superior/anfibolito inferior e o auge metamórfico calculado indica temperaturas entre 500ºC a 570ºC e pressões entre 7–8 kbar, no campo de estabilidade da cianita. As associações minerais relacionadas ao pico metamórfico na região entre Marcelândia- Morrinhos – Rochedo (Domínio Araxá Oeste) são típicas da fácies anfibolito médio a superior e os cálculos termobarométricos mostram pico metamórfico a 600ºC670ºC e 9-11 kbar, em condições de fácies anfibolito, zona da cianita. Os cálculos com o geotermômetro Zr em rutilo, realizados para pressões de 10 kbar, apontam temperatura mínima de 611ºC e máxima de 692ºC. A trajetória P-T inferida, com base nos dados texturais e termobarométricos, é horária. As associações minerais observadas e os dados termobarométricos sugerem um zoneamento metamórfico progressivo de E para W no Grupo Araxá na região, e sugerem que os conjuntos possuem histórias metamórficas diferentes e que o zoneamento metamórfico é resultado da estruturação tectônica.


Palavras-chave


Faixa Brasília; Grupo Araxá; Química Mineral; Termobarometria.

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