NOTA SOBRE UMA NOVA JAZIDA DE APATITA NO SUL DO ESTADO DE SÃO PAULO

PEDRO MACIEL

Resumo


O autor descreve, sumariamente, uma ocorrência de apatita na zona Sul do Estado de São Paulo. O depósito está intimamente relacionado a uma intrusão de rochas alcalinas: sienitos, sienitos nefelínicos, sienito-pegmatitos e ijolitos. As rochas regionais são, principalmente, gnaisses arqueanos, atém de quartzios e xistos. Nas vizinhanças da jazida ocorre dolomito. Os afloramentos de apatita formam uma ferradura, cujos ramos tem direção Norte. O deposito em si pode ser descrito como uma lente arqueada, situada entre piroxenitos e peridotitos, e sienitos. Os principais constituintes do minério são a apatita e a magnetita, algumas vezes cimentados por fosfato secundário de natureza não muito definida. Nos limites da lente, no contacto com o piroxenito e o peridotito, encontra-se alguma horneblenda. A separação da fase apatita-magnetita iniciou-se logo depois do começo da do magma alcalino, provavelmente devido a assimilação de cálcio do dolomito visinho. Uma fase posterior foi representada pela intrusão de pegmatito-sienitos e por ação hidrotermal no corpo do minério. A extensão conhecida do depósito é 1.300m e sua possança varia de 30m até o máximo conhecido de 80m. A sua profundidade, como foi determinada em sondagens é pelo menos, 50m, na parte média da lente. O minério possue teor médio, com P2O5, variando desde 24% até 36%.

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